Stockinger ao ar livre na Sé

Imagem

Formas simples – Obra em granito cortado e tubos de aço

 

“Quando faço escultura para o ar livre, faço formas simples e em pedra, pois é a mais econômica e imperecível. Como o mármore que temos à mão não é lá essas coisas, e como temos o melhor granito do mundo, de cores, costumo fazer escultura monumental em granito. Para o ar livre, não consigo pensar em figura, pois diante da grandeza do ambiente, por maior que seja a figura, ela acaba desaparecendo”. A declaração é do artista austríaco naturalizado brasileiro Francisco Stockinger (1919-2009) e está no livro “Stockinger – Vida e Obra” (MultiArte, 308 págs., formato 28,5 x 23,5cm, R$ 180), de José Francisco Alves, lançado em 2012. Essa afirmação do artista funciona bem como explicação da escultura dele instalada na Praça da Sé.

“Em agosto de 1977, o prefeito da cidade de São Paulo, Olavo Egydio Setúbal, nomeou uma comissão especial a fim de indicar artistas para a instalação de esculturas na Praça da Sé, que passava por significativa regeneração, devido à construção da estação central do metrô paulista. A comissão foi formada por Domingos de Azevedo Netto, Antônio Sérgio Bergamin, Maria Eugênia Franco, Murillo Marx e Radha Abramo”, explica Alves no livro.

Por meio dessa comissão, Stockinger recebeu da Empresa Municipal de Urbanização de São Paulo (Emurb) a indicação para executar uma das esculturas. Em junho de 1978, ele enviou de Porto Alegre (RS) para São Paulo duas maquetes para a definição do trabalho a ser executado. Em agosto, a Emurb comunicou ao artista a aceitação de uma das propostas. Os 14 importantes artistas que tiveram esculturas instaladas na praça apresentaram duas maquetes para que uma de cada um fosse escolhida.

A inauguração das esculturas criadas para a Praça da Sé ocorreu em 25 de janeiro de 1979. “No aniversário da cidade de São Paulo, foi inaugurada a remodelação da Praça da Sé, com um jardim de esculturas construído pelo metrô paulista. Para esse local, Stockinger projetou uma escultura disposta verticalmente: um enorme monólito de granito negro, seccionado em quatro partes, as quais foram reunidas, reaproximadas a um núcleo feito por um intrincado grupo de tubos de aço galvanizado, soldados”, afirma Alves.

O livro mencionado lista 19 obras de Stockinger criadas para espaço público. A maioria fica em Porto Alegre (RS), cidade onde o artista viveu durante décadas. As demais foram realizadas para Rio Grande (RS), Uruguaiana (RS), Bento Gonçalves (RS), Brusque (SC), Rio de Janeiro (RJ) e Quito (Equador), além da obra da Praça da Sé.

O site http://www.institutofranciscostockinger.com é uma boa opção para conhecer mais sobre a obra de Stockinger.

|

Texto de Everaldo Fioravante publicado em 06/05/2014 no jornal ‘Metrô News’ ( www.metronews.com.br ).
Foto: Nario Barbosa

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s