“Trilho, Ritmo e Vibração” em Santa Cecília

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Caciporé Torres – Escultor fez obra em 1991 para a estação do Metrô

 

“Caciporé Torres é o escultor brasileiro com maior número de obras em espaços públicos no país”. A informação consta no livro “Arte no Metrô” (2012), do jornalista, crítico de arte e curador Enock Sacramento (disponível no site http://www.metro.sp.gov.br). Uma dessas cerca de 80 obras fica na estação Santa Cecília do Metrô, integrada a um jardim interno. Intitulada “Trilho, Ritmo e Vibração”, datada de 1991, foi feita com aço, pó de mármore e cimento branco. “Planejei um painel em relevo com altura de 2m por 12m de comprimento, constituído por placas moldadas de cimento branco com pó de mármore”, explica Caciporé no livro.

“Em um país como o nosso, que tão pouco investe em arte, que possui museus que não têm recursos sequer para atualizar seus acervos, a iniciativa do Metrô de formar uma coleção e apresentá-la aos seus usuários nas suas estações, com um projeto inserido, dessa forma, no conceito da arte pública, é extremamente louvável”, complementa o artista.

Caciporé (Araçatuba / SP; 1935) começou a carreira artística muito jovem. Com apenas 16 anos, participou da primeira Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, e recebeu o Prêmio Viagem à Europa. Também marcou presença nas edições do evento de 1954 (Prêmio Aquisição do Museu de Arte Moderna), 1956, 1958 e 1960 (Prêmio Itamaraty). Em 1955, foi a vez da Bienal de Veneza (Itália).

Durante os anos 1960 e o início dos 1970, ensinou escultura na Faap (Fundação Armando Alvares Penteado). Em seguida, se tornou professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Mackenzie, função que continua desempenhando. Em 1980 e 1982, recebeu o prêmio de Melhor Escultor da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte).

Na capital paulista, há várias esculturas públicas do artista, em locais como a Praça da Sé, o Largo São Bento, o Parque da Luz e os jardins de esculturas do MAM (Museu de Arte Moderna) e da Faap.

Caciporé é tema do livro “A Áspera Poesia da Forma”, lançado em outubro do ano passado, de autoria do jornalista, crítico de arte e curador Jacob Klintowitz, publicação do Instituto Olga Kos de Inclusão Cultural. “O meu texto sobre a obra do Caciporé está focado no seu processo e criatividade. A publicação também é uma celebração dos 46 anos de amizade entre eu e o artista”, diz Klintowitz.

Recentemente, Caciporé realizou a exposição “A Poética do Aço” na Caixa Cultural, na Praça da Sé, composta por 20 trabalhos feitos em aço datados de 1967 a 2012, mostra que foi abordada aqui em “Arte na Linha”.

A estação Santa Cecília do Metrô conta com outras duas esculturas de autoria do espanhol José Guerra (1941), radicado no Brasil.

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Texto de Everaldo Fioravante publicado em 22/04/2014 no jornal ‘Metrô News’ ( www.metronews.com.br ).
Foto: Lucas Malkut

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