Denise Milan expõe na Galeria Virgílio

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Fumaça da Terra – Artista apresenta 33 obras

 

A artista paulistana Denise Milan (1954) realiza a exposição “Fumaça da Terra” até o próximo dia 19 na Galeria Virgílio, em Pinheiros, com entrada gratuita. Em parceria com o goiano Ary Perez (1954), Denise criou em 1993 a instalação “O Ventre da Vida” para a estação Clínicas do Metrô. Esse trabalho é um buraco de 1,50m de diâmetro em uma parede, tampado com vidro e iluminado, no qual há brilhantes cristais de quartzo.

Na Galeria Virgílio, Denise exibe 33 trabalhos recentes baseados na fotografia. São imagens reproduzidas sobre metacrilato (espécie de acrílico), algumas com interferências com folhas de ouro, nas quais ela destaca o povo e paisagens de regiões litorâneas brasileiras e do sertão da Bahia. Há ainda imagens sobre papel de algodão que abordam a flora e a natureza do País. Uma mostra similar a “Fumaça da Terra” foi apresentada em Chicago (EUA), em 2012.

“Fumaça da Terra” é baseada no caráter humanista da produção artística de Denise, que há mais de 20 anos também atua como ativista ambiental. A mostra tem três núcleos temáticos: “Paraíso” traz imagens de natureza abundante; “Paraíso Perdido” mostra uma Terra que foi rasgada, depauperada; e “Paraíso Reconquistado” reivindica a esperança.

A curadoria é do crítico Simon Watson e de Izabel Pinheiro, diretora da galeria. Segundo escreveu Watson para o catálogo da exposição, “Fumaça da Terra” é a culminação da experiência e personificação das preocupações contínuas da artista. “Um testamento para um legado problemático da colonização, da escravidão de povos africanos, e da devastação de regiões inteiras, assim como um tributo ao lado mais afirmativo da vida do Brasil, sua beleza e espírito elevado. Então enquanto ‘Fumaça da Terra’ testemunha as tragédias das depredações da humanidade, ela também introduz o poder de reparação e um espaço de cura.”

Paralelamente, a galeria apresenta a mostra “Mais Pinturas”, do paranaense Fernando Burjato (1972). São 14 obras recentes nas quais o artista explora áreas de cores intensas e dégradés, com camadas de tinta à óleo que se acumulam em volumes. No texto de apresentação da exposição, Bruno Oliveira diz que “(…) a tinta é um pedaço de pele disposta sobre um corpo. Esse corpo é o quadro, coberto por um manto de tinta e cor. Essa derme-pintura não é pele lisa, perfeita, jovem. Ela é casca grossa, uma pele velha, cheia de imperfeições e cicatrizes, maquiada exageradamente, como se o desejo fosse esconder as marcas do tempo, os defeitos da história.”

Galeria Virgílio. Rua Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 426, Pinheiros. Tel. 2373-2999. Seg. a sex., das 10h às 19h; sáb., das 11h às 17h. http://www.galeriavirgilio.com.br

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Texto de Everaldo Fioravante publicado em 01/04/2014 no jornal ‘Metrô News’ ( http://www.metronews.com.br ).
Foto: Divulgação

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