Estação Paraíso do Metrô de SP ganha “Raios de Sol”

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Odiléa Toscano – Pintura da artista foi recriada

 

A obra “Raios de Sol”, pintura sobre concreto feita no início dos anos 1990 pela artista Odiléa Setti Toscano (São Bernardo do Campo / SP; 1934) em um dos acessos da estação Paraíso do Metrô, teve de ser demolida em 2010 devido à construção de um elevador para pessoas com deficiência no local. A novidade é que, no fim de janeiro passado, a pintura foi reproduzida e instalada em um patamar de uma escada na estação.

O trabalho foi recriado em placas de fibrocimento livre de amianto: 16 módulos de 1,00 m x 1,09 m. A reprodução e a instalação da obra foram feitas por Cezar Roberto Olandim, que tem no currículo diversos atividades de conservação e restauro de obras do acervo do Metrô.

“Tanto o desenho técnico quanto a cromaticidade (palheta de cores) foram reproduzidos rigorosamente conforme o projeto original da Odiléa. É a primeira vez que uma obra de arte do Metrô paulistano passou por esse tipo de reprodução e relocação”, afirma Olandim. Ainda segundo o restaurador, a artista autorizou a maneira como a obra foi reproduzida (suporte e tinta e verniz à base de água) e a forma de fixação (parafusos e arruelas), além de escolher o local onde ela foi instalada.

“O painel da Odiléa foi recriado por mim e minha equipe na Serra da Mantiqueira e instalado em apenas cinco horas. Desta forma, o fluxo de usuários da estação não foi prejudicado”, destaca o restaurador. Com a reprodução da obra em módulos, em caso de necessidade ela pode ser reinstalada em outro local de maneira prática.

“Raios de Sol” é uma obra em que Odiléa explorou a abstração e o figurativismo: uma pintura formada por elementos geométricos e que representa a natureza (os raios de sol do título do trabalho). A artista também criou um belo jogo de cores (amarelo, branco e azul, por exemplo).

Nenhum artista fez tantas obras para o Metrô paulistano quanto Odiléa. Em 1990 e 1991, ela criou pinturas sobre paredes nas estações Santana, Paraíso e Jabaquara e trabalhos em chapas de metal recortadas e pintadas na São Bento. São principalmente obras geométricas, mas no Paraíso também há citações à natureza, como a representação de pássaros.

Não é raro estações do Metrô sofrerem alterações arquitetônicas para oferecer melhores serviços aos usuários. Com isso, em alguns casos obras de arte têm de ser destruídas, transferidas ou têm a visualização prejudicada. A obra de Odiléa no Paraíso teve um final feliz, já que foi pelo menos reproduzida. Outros trabalhos do acervo não receberam a mesma atenção: como exemplo, a obra do artista Xico Chaves na estação República, datada de 1991 e que foi parcialmente destruída em 2007.

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Texto de Everaldo Fioravante publicado em 18/03/2014 no jornal ‘Metrô News’ ( www.metronews.com.br ).

Foto: Nario Barbosa

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