Estação Sumaré do Metrô paulistano tem escultura de Caíto

sumaré _ obra de Caíto _ credito Lucas Malkut _ blog

Movimento de interiorização – Obra termina onde começa

 

O paulistano Luiz Carlos Martinho da Silva (1952), conhecido como Caíto, é autor de uma escultura instalada na estação Sumaré do Metrô de São Paulo, obra de 1995 feita com chapas de aço corten calandradas e soldadas, medindo 2m x 1,6m x 0,8m. Antes da estação, ela passou por outros endereços, conforme explica o artista: “A escultura me foi encomendada em 1995 pela CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos) e ficou exposta em alguns endereços da companhia, como a Av. Água Branca e a Av. Paulista. Em 1998, foi doada ao Metrô e ficou exposta no prédio de escritórios da empresa na Rua Augusta. Em 2006, fiz uma mostra na Pinacoteca do Estado e a escultura foi solicitada pelo curador Ivo Mesquita. Depois, ela ficou mais um tempo na Rua Augusta, onde não tinha muita visibilidade, esperando que se encontrasse uma estação que fosse um melhor destino.”

Na estação Sumaré, foi instalada em 2010, em um local privilegiado, no lado externo, em um dos acessos à estação. Assim, dialoga com o Metrô, com a cidade e com a vegetação local. “É possível vê-la mesmo de dentro dos trens. A escolha da localização da obra, pela equipe do Metrô, foi acertada”, diz o artista.

“Caíto sempre teve a intenção de explorar em suas esculturas aspectos como o interno e o externo, frente e verso, em cima e embaixo, fechamento e abertura, ritmo, equilíbrio, oscilação, movimento e estática. A peça do acervo do Metrô tem forma tronco-cônica e seu diâmetro vai diminuindo à proporção que ela descreve um círculo em torno de si mesma, terminando onde começa e criando um sugestivo espaço interno. A peça, segundo Caíto, sugere um movimento de interiorização, na medida em que se expande dirigindo-se para si mesma”, afirma o crítico de arte e curador Enock Sacramento no livro “Arte no Metrô”, disponível no site do Metrô (www.metro.sp.gov.br).

O artista também tem obras de arte pública no Parque da Luz e na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, e no Parque Escultórico de São Sebastião, no litoral paulista. Ele participou de importantes mostras coletivas, como Bienal de São Paulo (1991) e Panorama da Arte Atual Brasileira (1985, 1988 e 1991). No exterior, marcou presença, por exemplo, na Bienal Internacional de Valência (Espanha; 2007).

Caíto é arquiteto formado em 1977 pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Brás Cubas, em Mogi da Cruzes (SP). “Trabalhei na área desde o período de estágio, no começo do curso, até a metade dos anos 1980. Eventualmente ainda desenvolvo trabalhos de arquitetura e paisagismo.” Como artista, começou a expor no final dos anos 1970. Recebeu da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) o prêmio de Melhor Escultor de 1991.

A estação Sumaré também conta com uma instalação criada em 1998 pelo paulistano Alex Flemming, obra que foi tema desta coluna em julho de 2012.

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Texto de Everaldo Fioravante publicado em 10/12/2013 no jornal ‘Metrô News’.

Foto: Lucas Malkut

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