Amor, prestígio e gravatas na estação Trianon-Masp (Metrô de SP)

Alice Ricci e Anita Colli _ credito Divulgação

Instalações das artistas Alice Ricci e Anita Colli

 

O projeto Vitrinas do Masp, na área livre da estação Trianon-Masp, realizado em parceria entre o Metrô e o Masp (Museu de Arte de São Paulo), apresenta na edição atual trabalhos das artistas paulistanas Alice Ricci (1985) e Anita Colli (1941), os quais têm em comum a ideia de reconfiguração e a resignificação. O projeto, composto por intervenções artísticas exibidas em vitrinas, tem curadoria de Regina Silveira (1939), gaúcha radicada em São Paulo, e coordenação do paulistano Renato Pêra (1984), ambos também artistas.

Alice apresenta “Amor e Prestígio”, intervenção feita com fotocópias (xerox) em preto-e-branco de embalagens coloridas de dois famosos produtos comestíveis: a paçoca Amor e o chocolate Prestígio. No piso da vitrina, com as cópias das embalagens da paçoca, ela reproduziu um trabalho de Mirthes Bernardes datado de 1966: o conhecido padrão da calçada paulistana criada com desenhos geométricos de um mapa estilizado do Estado de São Paulo (formado por figuras pretas e brancas dispostas em repetição). Já com os xerox das embalagens do chocolate, ela representou um conglomerado de arranha-céus, em referência à Avenida Paulista.

“A ideia desse trabalho, feito em tons de cinza, foi retratar uma das avenidas  mais importantes e de maior prestígio do Brasil. Também estabeleci relações formais entre verticalidade e horizontalidade, representadas respectivamente pelos prédios e pela calçada, além do jogo semântico entre as palavras prestígio e amor”, diz Alice.

Já a obra de Anita, chamada “Enlaces”, faz parte de um processo de pesquisa e experimentação que a artista vem desenvolvendo nos últimos três anos com materiais descartados, com os quais ela constrói obras tridimensionais com a proposta de transposição ou transformação desses itens, dando a eles novos significados.

“A instalação é construída com gravatas usadas, estruturas de alumínio e fios de náilon. São agrupamentos, entrelaçamentos e separações que representam o grande número de pessoas em movimentação na estação. Cores, estampas e texturas se aglomeram, se cruzam e se dispersam, assim como as pessoas na estação”, diz Anita.

Serviço

Exposição em cartaz até 9 de fevereiro de 2014. Visitação: seg. a sex., das 6h às 20h30; sáb. e dom., das 10h às 17h.

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Texto de Everaldo Fioravante publicado em 12/11/2013 no jornal ‘Metrô News’.

Fotos: Divulgação

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