30 x Bienal no Parque Ibirapuera

Marcelo Nitsche _ Bolha Amarela _ credito Divulgação

Bolha Amarela – Escultura inflável de Marcelo Nitsche

 

Ao lado da italiana Bienal de Veneza e da alemã Documenta de Kassel, a Bienal Internacional de São Paulo integra a tríade dos mais importantes eventos de arte do mundo. Ao longo das 30 edições até então realizadas, a primeira em 1951 e a mais recente em 2012, além de trazer ao país trabalhos de artistas de todo o mundo, a mostra paulistana dedica-se também à apresentação da arte brasileira. Esse é o foco da exposição “30 x Bienal – Transformações na Arte Brasileira da 1ª à 30ª edição”, em cartaz até 08/12/2013 no Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera, com entrada gratuita. Com curadoria de Paulo Venancio Filho, são reunidas cerca de 250 obras de 111 artistas selecionados entre os 1.680 brasileiros que já integraram o evento (vale dizer que foram 5.858 as participações nacionais, pois muitos artistas marcaram presença em mais de uma edição).

No texto de apresentação, o curador explica que a exposição aborda “desde a polêmica sobre a arte abstrata que dominou os anos 1950, passando pela nova figuração, pelo experimentalismo e pelo influxo da arte pop nos anos 1960, pela atmosfera conceitual nos anos 1970, pelo retorno à pintura nos anos 1980 e pelas chamadas práticas contemporâneas que se manifestam desde o final do século 20”. A proposta de Venancio Filho foi exibir obras de artistas de gerações influenciadas pelas ideias e debates trazidos pela Bienal.

“A história das exposições de arte é um instrumento imprescindível para a compreensão da história da arte. A Bienal de São Paulo é um caso significativamente singular, pois foi a primeira bienal a surgir em um país periférico no hemisfério sul, no qual provocou, a partir de 1951, uma dinâmica local particular. (…) Foi o evento que rompeu com o isolamento cultural das artes plásticas e expandiu sua projeção para além daquele círculo de iniciados”, explica o curador no mesmo texto já citado.

A mostra também conta com a apresentação do Arquivo Histórico Wanda Svevo – Arquivo Bienal (www.arquivo.bienal.org.br), o mais importante acervo documental latino-americano de artes moderna e contemporânea.

No grupo dos 111 artistas fundamentais da arte brasileira que participam da exposição, oito deles têm obras em estações do Metrô paulistano: Amelia Toledo (Brás), Claudio Tozzi (Sé e Barra Funda), Geraldo de Barros (Clínicas), José Roberto Aguilar (Barra Funda), Marcelo Nitsche (Sé), Maurício Nogueira Lima (Santana e São Bento), Tomie Ohtake (Consolação) e Wesley Duke Lee (Trianon-Masp).

Serviço

Pavilhão da Bienal. Parque Ibirapuera, portão 3. Ter., qui., sáb. e dom., das 9h às 19h (entrada até 18h); qua. e sex., das 9h às 22h (entrada até 21h). http://www.30xbienal.org.br

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Texto de Everaldo Fioravante publicado em 08/10/2013 no jornal ‘Metrô News’ ( www.metronews.com.br ).

Foto: Divulgação

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