Waldemar Cordeiro em retrospectiva no Itaú Cultural

Waldemar Cordeiro_Auto-retrato Probabilistico_ 1967_credito Edouard Fraipont_b

Obra de 1967 – ‘Autorretrato Probabilístico’

 

O Itaú Cultural apresenta até 22/09/13, com entrada franca, a exposição retrospectiva ‘Waldemar Cordeiro: Fantasia Exata’, composta por 250 obras, algumas inéditas, criadas por Waldemar Cordeiro (Roma / Itália, 1925 – São Paulo / SP, 1973), mentor intelectual e líder do Grupo Ruptura (marco inicial do concretismo no Brasil, nos anos 1950) e precursor das experiências artísticas com computadores, tanto no país quanto no plano internacional, na década de 1960. A mostra traz obras de artes visuais, textos críticos e políticos, estudos e desenhos. Teórico da arte, Cordeiro escreveu também a respeito da arte que ele mesmo produzia. Na exposição, tais escritos funcionam como fio condutor para os visitantes. A curadoria é dos críticos Fernando Cocchiarale e Arlindo Machado.

A retrospectiva conta também com a reprodução da obra ‘Beabá’, trabalho de Cordeiro e do físico e engenheiro Giorgio Moscati. É um programa que cria e imprime poemas formados por palavras geradas de forma aleatória. Outra atração é uma mostra virtual: em computadores separados tematicamente, o visitante acessa reproduções em 3D de projetos do artista, como o projeto de paisagismo do Parque Infantil do Clube Esperia e outras obras visuais – algumas delas presentes também na exposição física.

Um projeto residencial de paisagismo de autoria de Cordeiro foi adaptado por André Vainer e é exibido ao ar livre ao lado do Auditório Ibirapuera, no Parque do Ibirapuera. É um jardim criado a partir de um esboço deixado pelo artista.

Nascido em Roma, onde iniciou a carreira artística, Cordeiro era filho de uma italiana e de um brasileiro. Viajou ao Brasil em 1946 e retornou à Itália em 1948. No ano seguinte, voltou definitivamente ao Brasil, onde desenvolveu projetos urbanísticos e de paisagismo e também atuou como artista plástico, ilustrador, jornalista e crítico de arte. Nos anos 1950, com o Grupo Ruptura, explorou a abstração geométrica e aplicou conceitos científicos nas artes visuais.

Na década seguinte, com os trabalhos chamados ‘Popconcretos’, feitos em conjunto com o poeta concreto Augusto de Campos, mesclou a pop art com a pintura concreta e abordou a política e o humor. Em 1968, começou a criar obras de arte por meio de computador, trabalhos que ele chamava de arteônica. Ao longo da vida, Cordeiro produziu obras tendo grande respaldo teórico e ligado às questões contemporâneas. Também sempre foi politicamente engajado.

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Serviço

Itaú Cultural: Av. Paulista, 149, Cerqueira César, estação Brigadeiro do Metrô, tel. (11) 2168-1776. Ter. a sex., 9h às 20h; sáb. e dom., 11h às 20h. http://www.itaucultural.org.br

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Texto de Everaldo Fioravante publicado em 23/07/2013 no jornal ‘Metrô News’.

Foto: Edouard Fraipont

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