Estação Liberdade tem obra de Oscar Oiwa

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‘O Imigrante (O Primeiro a Desembarcar)!!!’

 

Oscar Oiwa (1965), artista paulistano radicado em Nova York desde 2002, filho de japoneses, é autor de ‘O Imigrante (O Primeiro a Desembarcar)!!!’, uma das 11 pinturas sobre tela expostas em duas paredes do mezanino da estação Liberdade do Metrô, no tradicional bairro ‘oriental’ paulistano. Essas obras foram feitas em comemoração aos 80 anos da imigração japonesa no Brasil, em 1988. Foram pintadas, ao vivo, durante um projeto de intervenção artística que ocorreu no estande do Metrô no Festival do Japão, realizado no Ginásio do Ibirapuera naquele ano. Posteriormente, essas pinturas foram doadas pelos artistas para o acervo do Metrô. Todas têm formato 1,80m x 1,15m.

O trabalho de Oiwa, em tons escuros e metálicos, representa somente bagagens e objetos no interior de um navio, sem figuras humanas. É uma bagagem anônima à espera de ser levada à terra firme. Nas malas, além de objetos pessoais, é possível imaginar que há uma cultura, um passado e a esperança de prosperidade no novo país.

“As malas, entre elas um tipo de caixa de vime que usavam antigamente, junto com uns objetos, têm a forma de uma pessoa. Achei na época que a primeira coisa que pisou em terras brasileiras do navio foram as bagagens. Passei a minha infância com uma dessas caixas, que o meu avô imigrante usou, debaixo da cama”, afirma Oiwa.

“Quando foi realizada essa pintura, eu tinha uns 20 e poucos anos, e de alguma maneira há nela a semente do que viria depois. Tecnicamente falando, ela é bem simples, comparando com minhas pinturas atuais, um trabalho imaturo ainda, mas tenho um carinho especial por ele. Trabalhos como esse foram sendo as fundações da minha produção posterior”, diz o artista.

Uma exposição de Oiwa, chamada ‘Clima Tempestuoso’, fica em cartaz até 15/06/2013, com entrada franca, na Galeria Nara Roesler (Av. Europa, 655, Jardim Europa, tel. 3063-2344. Seg. a sex., 10h/19h; sáb., 11h/15h. http://www.nararoesler.com.br). São apresentadas 12 pinturas feitas nos últimos dois anos, todas inéditas no país. As obras retratam desastres (naturais ou causados pelo homem), violentos episódios climáticos e estados de calamidade com o traço fantasioso de Oiwa.

Nascido em São Paulo, além de Nova York o artista já viveu em Tóquio e em Londres. No texto crítico sobre a mostra, Marilyn Zeitlin conclui: “Oiwa não desvia o olhar do mundo ao seu redor; ele nos faz ter sentimentos diferentes e pensar de maneira distinta sobre esse mundo. Ele usa sua consciência da imensidão do mundo, sua sagacidade, sua imaginação, sua tremenda habilidade artística para transformar o terrível em algo sobre o qual conseguimos refletir.”

O site de Oiwa, http://www.oscaroiwastudio.com, é um bom início para conhecer mais sobre o trabalho do artista.

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Texto de Everaldo Fioravante publicado em 28/05/2013 no jornal ‘Metrô News’.

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Foto: Divulgação

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