Santa Fabíola em destaque na Pinacoteca

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Artista belga Francis Alÿs coletou imagens da santa

 

O artista belga Francis Alÿs (1959), que desde 1986 vive na Cidade do México, no início dos anos 1990 começou a coletar reproduções de imagens de Santa Fabíola em mercados populares, antiquários e coleções particulares na Europa e nas Américas. Cerca de 400 dessas reproduções estão na mostra ‘Fabíola’, em cartaz até 7 de julho na Pinacoteca do Estado. A mostra, organizada pela Dia Art Foundation (Nova York), já foi vista na Inglaterra, Espanha, Suíça e Peru. A curadoria é de Lynne Cooke, professora da National Gallery of Art (Washington, DC).

Um texto da curadora reproduzido na exposição na Pinacoteca explica a mostra muito bem: “Todas as obras desta exposição retratam o mesmo assunto: uma santa cristã do século IV conhecida como Fabíola. Representada de perfil, olhando para a esquerda, ela é retratada como uma mulher jovem usando um véu carmim. Desde o início dos anos 1990, o artista Francis Alÿs vem coletando reproduções de imagens dessa santa que chamaram sua atenção por um aspecto em particular: o protótipo do qual todas essas obras derivam – um retrato pintado por um artista acadêmico francês do final do século XIX chamado Jean-Jacques Henner (1829-1905) – está hoje perdido. Portanto, o modelo imediato de cada uma das reproduções dessa imagem deve ter sido também uma reprodução, talvez uma ilustração de livro, um cartão-postal pintado ou uma gravura baseada no retrato original de Henner.”

O texto da curadora continua: “Tendo a cópia como seu fundamento, a coleção reunida por Alÿs privilegia a réplica no lugar do original, o anônimo sobre o reconhecido, e o artesanal ou amador sobre o profissional. Quando apresentada ao público na Pinacoteca, ela estimula a reflexão sobre os procedimentos e protocolos que regem a programação de exposições na instituição, e especialmente pressupostos sobre o que torna uma obra de arte apropriada para apresentação nesse contexto. Sobretudo, ela questiona os critérios convencionais de autoria, originalidade e raridade que ainda dominam as concepções de arte. Ao mesmo tempo, a significativa quantidade de imagens reunidas na coleção de Alÿs atesta que, embora a imagem de Fabíola não tenha tido nenhum impacto perceptível na prática artística ao longo do século passado, restando ignorada pelo radar da consciência do mundo da arte, seu culto estimulou expressões inesquecíveis e comoventes de fé.”

Há várias outras mostras em cartaz na Pinacoteca (programação completa no http://www.pinacoteca.org.br).

Serviço

Pinacoteca do Estado. Praça da Luz, 02, próximo à estação Luz do Metrô, tel. 3324-1000. Ingr.: R$ 6 (válido para visitação à Pinacoteca e à Estação Pinacoteca). Estudantes com carteirinha pagam meia entrada. Crianças de até 10 anos e idosos maiores de 60 anos não pagam. Grátis aos sábados para o público em geral. Visitação: ter. a dom., 10h às 17h30 (permanência até 18h); qui., até 22h, com entrada franca a partir das 18h.

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Texto de Everaldo Fioravante publicado em 21/05/2013 no jornal ‘Metrô News’.

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Foto: Divulgação

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