‘Sonhos e Pesadelo’ de Eduardo Srur no Centro da cidade

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Na Cracolândia – ‘Cataventos’ trata da energia eólica

 

O artista paulistano Eduardo Srur, de 38 anos, já está acostumado a deixar suas marcas pela cidade. Ele colocou, em 2006, dezenas de caiaques tripulados por manequins na águas sujas do rio Pinheiros. Em 2008, nas margens de concreto do rio Tietê, entre as pontes do Limão e da Casa Verde, ele instalou esculturas gigantes infláveis em formato de garrafa PET. No mesmo ano, desenvolveu grandes coletes salva-vidas para 16 monumentos de São Paulo, como o ‘Borba Gato’. Em 2012, criou labirintos com toneladas de material reciclável nos parques Ibirapuera, Villa-Lobos e Ecológico do Tietê. Esses são apenas alguns exemplos de intervenções artísticas urbanas de Srur.

A partir da próxima segunda-feira (dia 15/04/2013), ele apresenta novidades no Centro da cidade. A exposição ‘Sonhos e Pesadelo’ é composta por três novos trabalhos exibidos até 30/05/2013: ‘Cataventos’, no terreno do futuro Complexo Cultural Luz, local que abrigou por décadas a primeira rodoviária paulistana, na altura do número 900 da av. Duque de Caxias; ‘Bicicletas’, dentro da Estação Júlio Prestes; e ‘Farol’, no Vale do Anhangabaú.

‘Cataventos’ foi criada a partir de pesquisa sobre energia eólica: são oito grandes esculturas que se movimentam com a ação do vento. Segundo o artista, “será uma visão quixotesca na região da Cracolândia”.

A intervenção ‘Bicicletas’ é formada por cerca de 60 bicicletas suspensas por cabos de aço no edifício histórico da Estação Júlio Prestes. “Bicicletas voadoras fazem parte do imaginário popular. Quero que o público tenha um encantamento quando chegue da viagem de trem ou entre na estação”, afirma Srur.

Já o vale do Anhangabaú recebe a instalação ‘Farol’: uma estrutura vertical que remete a um farol de sinalização marítima com 8m de altura e que conta com 15 mil ratos de borracha. A ideia para a realização da obra nasceu quando o artista descobriu que São Paulo tem uma das maiores populações de ratos do planeta (15 por habitante). O trabalho aborda o submundo da metrópole.

“As intervenções utilizam a cidade para potencializar a imaginação de seus habitantes. A cidade é um campo de energia que pode transformar o seu melhor sonho ou o seu pior pesadelo em realidade. A ideia da exposição é mostrar uma possibilidade de universo onírico no espaço público”, diz Srur.

Além do site www.eduardosrur.com.br, outra boa dica para conhecer melhor o trabalho de Srur é o livro ‘Manual de Intervenção Urbana’ (256 págs., formato 15,8cm x 19,1cm; R$ 80), uma edição caprichada lançada em dezembro pela editora BEĨ. A publicação reúne documentação e depoimentos do artista sobre obras realizadas ao longo da carreira iniciada em 1996.

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Texto de Everaldo Fioravante publicado em 09/04/2013 no jornal ‘Metrô News’.

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Foto: Divulgação

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