Odiléa Toscano tem obras em quatro estações do Metrô

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Artista criou pinturas sobre paredes no Paraíso

 

Nenhum artista criou obras para mais estações do Metrô de São Paulo do que Odiléa Setti Toscano (São Bernardo do Campo / SP; 1934). Quando foi convidada para fazer os trabalhos, ela diz que girou “como um tatu” pelos subterrâneos do Metrô, em busca de locais adequados para receber tratamento cromático, e selecionou grandes áreas de concreto, “muito cinza”. Assim, em 1990 e 1991, desenvolveu pinturas sobre paredes (Santana, Paraíso e Jabaquara) e chapas de metal recortadas e pintadas (São Bento). No lugar do cinza, essas estações ganharam a interação de cores de Odiléa. Ela realizou principalmente obras abstrato-geométricas, mas no Paraíso também há citações à natureza (a representação de pássaros).

“As pessoas estão nas estações para utilizar os trens, mas há também um percurso que elas fazem e ele deve ser agradável. As estações não devem ser tratadas como buracos em que elas transitam. São espaços públicos que devem ser valorizados. Hoje nas estações do Metrô paulistano há obras de uma variedade de artistas de diferentes tendências. É uma aula de arte. Quem passa, aprende e usufrui”, diz a artista.

Quando recebeu a proposta para fazer os trabalhos para o Metrô, Odiléa teve de conceber várias obras para diversos locais simultaneamente. Então ela convidou dois amigos, e grandes artistas, e cedeu espaços para eles também criarem obras: Maurício Nogueira Lima (1930-1999), em Santana e São Bento, e Renina Katz (1925), no Jabaquara. “Eu e o Maurício fomos professores na Faculdade de Arquitetura de Santos (UniSantos) e da Renina eu fui aluna na FAU-USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo)”, afirma.

Odiléa é viúva do arquiteto João Walter Toscano (1933-2011). O casal, em parceria com Massayoshi Kamimura, assina o premiado projeto da estação Largo Treze de Maio da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), de 1985. Hoje chamada de Santo Amaro, ela é interligada à estação de Metrô homônima (Linha 5 – Lilás). Além de painéis coloridos que podem ser vistos também do lado de fora, por quem passa pela Marginal Pinheiros, para essa estação da CPTM Odiléa criou ainda um mural em tinta acrílica na parede paralela aos trilhos da plataforma sentido Osasco.

Ao longo da carreira, Odiléa atuou nas áreas de design gráfico editorial, ilustração e arquitetura e lecionou em instituições como a FAU-USP. Uma dica aos interessados em conhecer mais sobre o trabalho dela é a tese de mestrado ‘Odiléa Setti Toscano – Do Desenho ao Design’, disponível no site www.teses.usp.br, dissertação apresentada na FAU-USP em 2008 por Sara Miriam Goldchmit.

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Texto de Everaldo Fioravante publicado em 26/03/2013 no jornal ‘Metrô News’.

Foto: Lucas Malkut

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