Exposição com várias faces de Gilberto Gil

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Gil segundo Antonio Peticov

 

Entre as estações Paraíso e Brigadeiro do Metrô, no n° 149 da av. Paulista, fica um dos mais dinâmicos espaços culturais da cidade, o Itaú Cultural, que oferece programação de artes visuais, música, teatro, dança, literatura, cinema e vídeo. Gilberto Gil, que também congrega várias linguagens artísticas em seu universo criativo, é tema da exposição “Gil70”, em cartaz no local até 17/2.

Gil completou 70 anos em junho passado. A mostra comemora o aniversário do cantor, compositor e violonista baiano e os 50 anos de carreira. São 23 trabalhos em diferentes linguagens e suportes, como pintura, vídeo, fotografia, escultura e instalação, todos inspirados nas canções do tropicalista ou dedicados a ele. A maioria foi feita especialmente para a mostra, que é bem interativa.

A exposição foi concebida pelo poeta e designer gráfico André Vallias. Ele teve colaboração do pesquisador e ensaísta Frederico Coelho na curadoria. Um texto deles sobre a mostra diz: “Gilberto Gil sempre foi um artista que levou muito além dos limites de sua arte todo o potencial criativo que compartilha com seu público e seus pares. Músico, poeta e cantor de mão cheia, ele ainda articulou em sua profissão diálogos com áreas como o cinema, a televisão, o teatro, a ecologia e a cultura digital. Desde o período em que lançou ao lado de amigos as bases transgressoras e inovadoras do Tropicalismo, Gil nos mostra através de suas ações que o artista pode arriscar e investir em papéis múltiplos na sociedade”.

Ainda segundo Vallias e Coelho, a exposição “convocou um conjunto eclético de artistas que entrelaçam gerações, linguagens, suportes e áreas de atuação da mesma forma que a obra de Gil entrelaça temas, ideias e sensibilidades”.

A exposição conta com trabalhos de importantes artistas plásticos brasileiros, como Antonio Dias e Raul Mourão, além de músicos, entre eles Caetano Veloso (poema-instalação) e Adriana Calcanhotto (instalação).

Totens reúnem 70 composições de Gil para apreciar por meio de fones de ouvido. Em pequenas telas há informações como as letras e declarações do cantor sobre as respectivas músicas. As canções que inspiraram as obras da exposição estão disponíveis nos totens. A exibição tem ainda uma linha do tempo (com textos, fotos, áudios e vídeos) sobre a vida de Gil e com acontecimentos históricos de cada época.

Entre os 27 artistas participantes da mostra, três deles têm obras de arte permanentes em estações do Metrô de São Paulo: Antonio Peticov (estações República e Santo Amaro), Aguilar (Barra Funda) e Bené Fonteles (República).

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Serviço

Itaú Cultural: av. Paulista, 149, entre as estações Paraíso e Brigadeiro do Metrô, tel. 2168-1777. http://novo.itaucultural.org.br

Exposição: “Gil70”. Até 17/2. Ter. a sex., 9h às 20h; sáb. e dom., 11h às 20h. Grátis. www.gil70.com.br

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Texto de Everaldo Fioravante publicado em 22/01/2013 no jornal ‘Metrô News’.

Foto: André Seiti

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