O nascimento de um museu a terra aberta

 Renina-Katz-blog

Obra de Renina Katz na estação Sé do Metrô

 

O Metrô paulistano conta com cerca de 100 obras de arte permanentes instaladas em 37 das 64 estações. ‘Arte na Linha’ aborda hoje a história do início da formação desse acervo exposto nos subterrâneos da cidade, uma espécie de museu a terra aberta.
A concepção do Metrô de São Paulo começou em 1968. A primeira viagem ocorreu em 1972, entre Jabaquara e Saúde. Para a construção da estação Sé, inaugurada em 1978, a praça da Sé foi reurbanizada e a Prefeitura de São Paulo instalou esculturas de importantes nomes da arte brasileira: Bruno Giorgi, Vlavianos, Calabrone, Franz Weissmann, Felícia Leirner, Stockinger, Amilcar de Castro, Caciporé Torres, Rubem Valentim, Yutaka Toyota, Mário Cravo Jr., Sergio Camargo, José Resende e Ascânio MMM (essa, posteriormente retirada para restauro, não foi recolocada no local).
A partir daí criou-se um debate sobre a instalação de obras de arte nas estações do Metrô de São Paulo, como já ocorria em metrôs de outros países. A ideia desenvolveu-se e, assim, entre 1978 e 1979 a estação Sé ganhou as primeiras obras: esculturas de Marcelo Nitsche (‘Garatuja’) e Alfredo Ceschiatti (‘Sem título’) e murais de Renina Katz (‘Sem título’) e Claudio Tozzi (‘Colcha de retalhos’). Na mesma época foi iniciado o mural ‘Como sempre esteve, o amanhã está em nossas mãos’, de Mário Gruber, concluído em 1987.
De 1980 a 1987, a política de formação do acervo do Metrô ficou praticamente paralisada. Nesse período, somente a pintura ‘Fiesta’, de Waldemar Zaidler, foi instalada em 1985 e Mário Gruber concluiu sua obra em 1987, ambas na estação Sé.
A inclusão de trabalhos de arte nas estações foi retomada com vigor a partir de 1988 e assim permaneceu até 1991: ao longo desses quatro anos, foram acrescidas quase 70 obras ao acervo. De 1991 para cá, esse número diminuiu consideravelmente. Nesses mais de 20 anos, 1999 e 2002 foram os que tiveram mais trabalhos incorporados: cinco e seis, respectivamente. De 2003 a 2006, nenhuma obra foi instalada.
No começo, as obras eram compradas pela companhia, mas a partir de 1990 o processo mudou: uma comissão analisa e aprova os projetos enviados, cabendo aos próprios artistas arranjar os recursos (patrocínio) para a realização e a instalação dos trabalhos.
O Metrô recebeu até o dia 30 de setembro de 2012 propostas para a realização de novas obras, tanto para as estações em construção quanto para as já existentes. A seleção deve ocorrer até setembro de 2013.

|

Texto de Everaldo Fioravante publicado em 26/12/2012 no jornal ‘Metrô News’.

Foto: Everaldo Fioravante

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s