Eliana Zaroni exibe ‘Soláris’ na estação Penha do Metrô

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Obra representa a velocidade e remete a organismo vivo

 

Eliana Zaroni (São Paulo/SP; 1954) é autora da escultura ‘Soláris’, exposta na plataforma da estação Penha do Metrô paulistano. A obra, de 1996, é feita com cerâmica, ferro, espuma de poliuretano, óxido de ferro e concreto. Mede 6 m x 1,50 m x 1,50 m.

O trabalho é ligado à representação visual da velocidade e remete a um organismo vivo. “A inspiração para a criação da escultura veio do estudo sobre formas curvas e que transmitem vida, energia. Basta olhar o voo de um pássaro, os gestos da dança, a música, as imagens das galáxias e em toda parte vemos um infindo movimento de energia e poesia. Nessa obra, gravei marcas em uma argila em forma circular observando as ondulações da água quando se mergulha”, diz a artista.

“Soláris, da palavra solar, é um termo que manifesta a energia do sol, e um turbilhão de luz, assim como acontece quando algo nasce ou se movimenta. Essa escultura tem relações com o movimento no vasto universo de estruturas que nos circundam e interferem na percepção, na visualidade dinâmica e acelerada da vida atual urbana”, afirma.

Como artista plástica, Eliana explora diversas linguagens. “Procuro integrar linhas, cores, texturas e formas a partir de seu jogo poético para estabelecer relações temáticas com o que observo. Aos poucos as inter-relações traçadas por meio de desenho, pintura e escultura foram se concretizando em obras que começaram figurativas, depois abstratas e hoje misturaram-se até com experiências em design. É um trabalho que exige horas e horas de pesquisa: é um aprendizado contínuo. Passei a dar aulas para manter essa vivência prática.”

Atualmente, Eliana pesquisa temas gráficos indigenistas e usa a cerâmica para buscar composições de formas elementares. “É preocupante vermos notícias como a da recente morte coletiva dos Guaranis e Kaiowás, com o despacho da Justiça para que eles se retirem das terras que são deles. Esse caso envolvendo a construção da usina hidrelétrica Belo Monte reflete nossa desumanização. É preciso um esforço conjunto, não só no campo da arte, mas em todas as instâncias políticas, econômicas e sociais, para assim produzir o resgate dos povos indígenas, de salvamento ético, estético e vital para salvarmos não só eles, mas a nós mesmos como povo brasileiro.”

Eliana é graduada em Design pela UPM – Universidade Presbiteriana Mackenzie (1975). Tem Doutorado em Artes pela USP (2004). Desde 1979, atua como professora da UPM, onde hoje é pesquisadora na área de design cerâmico industrial. Para conhecer mais sobre a obra dela, acesse http://www.artezaroni.com

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Texto de Everaldo Fioravante publicado em 30/10/2012 no jornal ‘Metrô News’.

Foto: Everaldo Fioravante

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