Aluno da USP faz monografia sobre obras de arte do Metrô

O paulistano Enio Gadolfini, de 34 anos, que mora perto da estação Consolação do Metrô, é um usuário desse meio de transporte e tem um grande interesse pelas obras de arte das estações. Ele é graduado em Administração de Empresas e tem especialização em Finanças pela PUC (Pontifícia Universidade Católica). Durante cerca de nove anos atuou como profissional de mídia impressa na gráfica Burti, uma das mais importantes do País.

Atualmente, Enio é aluno de pós-graduação em Publicidade e Mercado na ECA-USP (Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo). Para concluir o curso, com duração de dois anos, até dezembro de 2012 ele apresentará sua monografia, que tem como tema, como objeto de estudo, as 15 obras de arte permanentes da Linha 2 – Verde do Metrô. A orientadora dele é a professora doutora Bárbara Júlia Menezello Leitão.

A monografia de Enio é um guia impresso, em formato de bolso, com cerca de 100 páginas. Para realizar o trabalho, ele fez um estágio de observação na Escola Estadual Caetano de Campos (Rua João Guimarães Rosa), perto da Praça Roosevelt, onde assistiu aulas de arte. Inicialmente, os alunos dessa escola são o público-alvo do miniguia. Para desenvolvê-lo, entre outras ações, Enio entrou em contato com funcionários do Metrô para levantar informações e também conversou com usuários que via observando as obras de arte das estações em questão.

Além de abordar as 15 obras da Linha Verde e de ter a biografia dos respectivos artistas, o livro vai contar com outros assuntos, como o histórico das estações, restauração e conservação de arte e dicas de museus. Também terá espaços para anotações e para os estudantes fazerem desenhos.

Das 12 estações dessa linha, só uma não tem obra (Tamanduateí). “Quero que as pessoas, tanto os alunos quanto todos os paulistanos, enxerguem e valorizem as coisas boas que temos na cidade. O miniguia é voltado principalmente para os alunos do Ensino Médio (de 15 a 17 anos): quero estimulá-los a ver e a pensar as obras de arte. Apresento esse trabalho de maneira impressa, um pequeno livro, e não um produto digital como os que os estudantes dessa idade já estão tão acostumados. Proponho a democratização da arte e o estimulo à leitura por meio do livro impresso”, diz Enio.

Ele explica que o miniguia é exclusivamente um trabalho acadêmico. Afirma que não pensa em imprimi-lo e comercializá-lo. No entanto, diz que se algum patrocinador tivesse interesse em custear uma impressão, seria uma boa iniciativa.

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Texto de Everaldo Fioravante publicado em 16/10/2012 no jornal ‘Metrô News’.

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