‘Árvore subterrânea’ de Alberto Nicolau no Sacomã

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Obra foi feita com cacos de azulejo reaproveitados

 

‘Arte na Linha’ fala hoje da ‘Árvore subterrânea’, bela obra de Alberto Nicolau criada para a estação Sacomã do Metrô (Linha 2 – Verde) no ano de 2010 e que tem uma história curiosa. “Li uma matéria de jornal sobre uma grande árvore (jequitibá-rosa) retirada durante a construção desta estação e replantada na Praça Padre Lourenço Barendse (Vila Prudente). Como faço pinturas de árvores e paisagens, fiquei interessado pelo assunto. Daí procurei uma amiga que trabalha no Metrô e ela me disse que não havia trabalho de arte previsto para a estação. A partir disso apresentei o projeto da obra”, diz Alberto Nicolau (1961), natural de Belém (PA), artista plástico e pianista que morou na França de 1980 a 2007 e depois mudou para São Paulo (SP).

O ponto de partida do artista para realizar o trabalho para a Estação Sacomã foi fazer uma pequena pintura a óleo da árvore. Essa obra foi fotografada e ampliada, chegando assim ao modelo para ela ser reproduzida, com a técnica de mosaico, em uma grande parede no subsolo da estação. Utilizando resíduos cerâmicos (cacos de azulejo), a obra de 112 m² foi criada em um espaço ao fundo da área de embarque e desembarque. O trabalho ocupa os dois lados de uma parede (nos dois sentidos da linha) e também a parte superior dela (em cima de uma entrada/saída de túnel).

Quando já realizava a obra, o artista soube que o nome do bairro e da estação, Sacomã, é uma homenagem à família de origem francesa Saccoman, dona de uma fábrica de cerâmica na região no século 19. Alberto optou pela cerâmica para fazer a obra antes de saber da história da fábrica dos Saccoman.

Em meio ao atual desenvolvimento desenfreado da cidade, pelo menos esse jequitibá-rosa foi replantado, preservado. Azulejos que seriam descartados foram reutilizados e viraram arte. E, por fim, a estação ganhou um mosaico de colorido vibrante.

O Metrô cedeu a parede para o trabalho. Porém, o dinheiro para a criação (R$ 80 mil) foi obtido pelo artista por meio de patrocínio (empresas Mix Floor, Sabesp, Weber Quartzolit e Machado, Meyer, Sendacz e Opice Advogados). Nicolau também trabalhou com 640 alunos do ensino fundamental e professores do Colégio José Escobar, vizinho à estação, em intervenções teatrais e oficinas de pintura e de reciclagem de materiais. Os trabalhos foram expostos na estação. O projeto, com coordenação da ONG Instituto Verdescola, teve patrocínio do Instituto Camargo Corrêa (R$ 45 mil).

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Texto de Everaldo Fioravante publicado em 18/09/2012 no jornal ‘Metrô News’.

Foto: Divulgação

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