Aguilar e Emanoel Araujo na estação Palmeiras–Barra Funda

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Detalhe da colorida pintura de Aguilar

 

Após apresentar as obras de arte da estação Sé, na semana passada, na inauguração da seção ‘Arte na Linha’, agora é a vez da Palmeiras–Barra Funda, que conta com quatro obras de arte permanentes, todas de 1990. Duas delas são criações de artistas que também têm experiência em gestão cultural: José Roberto Aguilar (dirigiu a Casa das Rosas, na av. Paulista) e Emanoel Araujo (comandou a Pinacoteca do Estado, idealizou e é o responsável pelo Museu Afro Brasil e foi Secretário da Cultura da cidade de São Paulo).

A obra de Aguilar é ‘Os senhores do movimento’, uma pintura em tinta acrílica sobre tela, que mede 3,50m x 8m. É um trabalho de um colorido vibrante no qual são representadas duas figuras humanas, uma delas em destaque. Quando idealizou a obra, Aguilar pensou desde a invenção da roda até a do avião supersônico, mas com olhos para a questão humana. “É um elogio à máquina, mas sobretudo a quem a cria e a conduz. Enfim, o ser humano. A pessoa é transportada pelo Metrô, mas a mão do homem está sempre presente”, disse.

O artista também falou da importância de haver obras de arte nas estações. “É uma demonstração de respeito ao usuário do Metrô, uma valorização da inteligência e da sensibilidade dele, além de ser muito democrático. É um respeito de alto nível, pois além de proporcionar um prazer por meio da estética, também tem a questão educativa”.

O paulistano Aguilar, de 71 anos, começou a carreira artística muito jovem. Em meados de 2010, realizou a exposição ‘Aguilar 50 Anos’, uma comemoração às cinco décadas de carreira. Uma curiosidade da trajetória dele foi a gigantesca pintura de 90m x 70m que ele realizou e cobriu a Oca, no Parque do Ibirapuera, entre novembro de 2002 e janeiro de 2003. Além de pintar, ele realiza trabalhos em videoarte, performance e música (é o cabeça da Banda Performática). Agora, escreveu o roteiro e está dirigindo o filme de ficção ‘Anna K.”, no qual uma moça é tomada pelo espírito de Ana Karenina (personagem do romance homônimo do russo Leon Tolstoi).

Outro trabalho artístico da estação Palmeiras–Barra Funda é ‘A roda’, grande escultura de Emanoel Araujo, em aço carbono, simbolizando três círculos com recortes e dobras. O título do trabalho já esclarece a relação dele com o Metrô. ‘Movimento’ é a obra de Claudio Tozzi: pintura em tinta acrílica sobre tela com 3,50m x 8m de dimensão que explora elementos geométricos. Por fim, outra pintura em tinta acrílica sobre tela, chamada ‘Meditação labiríntica’, de Valdir Sarubbi, no formato 3m x 4m. Tem traços retos que formam espécies de círculos que lembram formas orgânicas.

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Texto de Everaldo Fioravante publicado em 26/06/2012 no jornal ‘Metrô News’.

Foto: Divulgação

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