Série começa abordando as obras da estação Sé do Metrô de São Paulo

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‘Garatuja’, escultura de Marcello Nitsche

 

O Metrô de São Paulo transportou em 2011 uma média de 3,7 milhões de usuários nos dias úteis, a maioria trabalhadores a caminho do serviço e depois voltando para casa. Na incessante ida e volta, o que mais se vê são pessoas cheias de pressa, sem tempo sequer de apreciar o que as rodeia, como as diversas obras de arte que integram as estações do Metrô.

Para chamar a atenção para esse patrimônio artístico “invisível”, é inaugurada hoje no Metrô News a seção ‘Arte na Linha’. A proposta é apresentar, a cada semana, sempre às terças-feiras, as obras de arte de uma das estações do Metrô. Para começar, a escolha foi pela Sé.

No mezanino da estação, antes das catracas, fica a grande escultura ‘Garatuja’, do paulistano Marcello Nitsche (1942), obra de 1978 que pesa 3 toneladas e tem mais de 4m de comprimento.

Ela foi feita com metal soldado e recebeu pintura poliuretana amarela. Segundo o dicionário Houaiss, a palavra garatuja significa letra ruim, disforme, pouco ou nada inteligível e também desenho tosco, malfeito. Basta uma olhada na imagem da obra, ao lado, para entender a ‘Garatuja’ de Nitsche, que, embora retorcida, de feio ou malfeito não tem nada. Pelo contrário: é uma escultura de beleza rara.

A outra escultura da estação, também de grande dimensão, com cerca de 3m de comprimento, leva a assinatura do mineiro Alfredo Ceschiatti (1918-1989). No quesito beleza, levaria nota alta também, assim como o trabalho de Marcello Nitsche. A obra, sem título, é de 1979, e pesa 500kg. Foi fundida em bronze e tem pedestal em granito. É a representação de uma figura feminina de formas curvilíneas, com um vestido no qual se percebe o sutil movimento do tecido. Esculturas com essas características são bem comuns na carreira do artista.

Já ‘Como sempre esteve, o amanhã está em nossas mãos’, do santista Mário Gruber (1927-2011), é uma pintura sobre parede de 50m². Realizado entre 1979 a 1987, o mural foi tecnicamente muito bem preparado, o que lhe garante longevidade. O trabalho, figurativo, trata de conquistas, de vencedores e de povos oprimidos, representando uma espécie de invasão, com direito a armas e engrenagens.

A carioca Renina Katz (1925) é a autora de uma obra colorida elaborada a partir de composição que utiliza formas geométricas. O trabalho, de 1978, feito com tinta acrílica sobre concreto, tem 55 módulos de 2,70m x 0,60m cada.

Na estação tem ainda a ‘Colcha de retalhos’ do paulistano Claudio Tozzi: um mosaico de pastilhas de vidro coloridas medindo 3m x 10,50m e datado de 1979. Por fim, a obra intitulada ‘Fiesta’, do também paulistano Waldemar Zaidler (1958). É um painel de 1985 pintado com tinta acrílica, no formato 3,20m x 10m.

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Texto de Everaldo Fioravante publicado em 19/06/2012 no jornal ‘Metrô News’.

Foto: Divulgação

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